Pragas nas Orquídeas

 

Cochonilhas 

 

     As cochonilhas são umas das mais temidas e sérias pragas que atacam as orquídeas. Propagam-se com grande velocidade e em pouco tempo levam a planta a morte, seja por inanição, seja por abrir portas para um sem numero de fungos e bactérias.  

Existem mais de 70 mil espécies de cochonilhas, mas cerca de 40 atacam orquídeas.  Cochonilhas são na verdade insetos da ordem dos homopteras (da qual também pertencem cigarras e pulgões), com aparelho bucal do tipo picador/sugador, que se alimentam da seiva da planta e, quando estão se alimentando, são cobertos por uma capa pouco permeável. Esse é um dos motivos que dificulta o sua eliminação. Se apenas pulverizarmos inseticidas de contato, esta capa faz com que o veneno não entre em contato com o inseto para matá-lo. 

        Tem preferência por se acomodarem embaixo das bracteas dos bulbos, bainha das folhas, mas na medida que a população aumenta tomam conta de toda a planta, até mesmo as raízes, sugando a seiva e introduzindo toxinas que modificam o metabolismo na planta e secretando substâncias viscosas adocicadas que atraem as formigas, servindo de meio de cultura para a proliferação de fungos. Assim, muitas vezes não são vistas na fase inicial do ataque.

        Na fase de ninfa são muito pequenos e dificilmente podem ser vistos sem uma lupa. 

      Uma planta pode ser infestada  pela compra de plantas contaminadas, passagem da cochonilha de uma planta para a outra ou podem ser trazidas pelo vento.

       Em ambiente natural as cochonilhas tem muitos inimigos e mesmo o tempo chuvoso e boa ventilação dificulta a sua multiplicação. Já dentro de estufas o ambiente é muito propício para o seu desenvolvimento: muitos vasos, menor ventilação e mesmo devido as cochonilhas se esconderem dentro de vasos e substratos. 

        O controle nem sempre é fácil. A catação manual somente é eficiênte para as cochonilhas adultas, permanecendo ovos e ninfas na planta. 

       O ciclo de vida é dividido em tres fases: ovo, ninfa e adulta. Os ovos são colocados dentro de um saco revestido com cera e nascem depois de 10 dias, quando recebem o nome de nifas. As ninfas são a fase mais móvel da cochonilha, podendo passar livremente de uma planta para a outra. Algumas espécies permanecem móveis na vida adulta, mas a maioria se movimenta até os pontos de alimentação e ali permanecerá fixa.  Fêmeas e ninfas não voam, os machos vivem apenas 24 horas. 

       Em regiões frias as cochonilhas tem apenas uma ou duas gerações por ano, mas em regiões quentes e estufas podem chegar até a oito.

      Apresentam-se como uma estrutura oval de menos de um milímetro com coloração deste branco, branco-amarelado, rosada, cinza esbranquiçada, ou parda e  azul pálido.  Na fase adulta, são pouco móveis, permanecendo fixados no mesmo lugar da planta para se alimentar.

       Vale assinalar que as cochonilhas tem uma cooperação com várias espécies de formigas, em que ambas as espécies são beneficiadas: para as formigas, as cochonilhas geram uma secreção açucarada, já as fromigas fazem caminhos nas plantas cobrindo as cochonilhas com restos orgânicos criando uma proteção contra joaninhas, vespas e outros insetos, além de um microclima favorável à sua multiplicação. Então, o combate das cochonilhas significa também o combate das formigas.

        Identificar a infestação logo no início facilita o controle. Umas vez identificadas, se possível, isole a planta de outras saudáveis. Analise também vasos e bancadas, pois as femeas deixam as folhas para se esconder. Considerando o ciclo de vida das cochonilhas, qualquer tratamento deve ser aplicado a cada 10 dias para ser efetivo.  Há poucos remédias caseiros que podem ajudar, sendo que o uso de inseticidas sistêmicos pode ser necesssário. 

        Para infestações pequenas, retirar as cochonilhas esfregando a planta toda com um algodão embebido em álcool isopropílico (alcool 70) é uma boa solução. Uma escova de dentes macia também pode ajudar. Não use outros tipos de álcool porque eles causam danos na orquídea. Voce  terá que repetir esse procedimento após uma semana para eliminar as cochonilhas recém-nascidas.  Pulverize também com álcool a bancada na região onde estava a planta infestada. Poderá também usar solução de fumo de corda preparada em alcool 70 (veja no topico sobre defensivos caseiros).

O uso de óleo vegetal também traz bons resultados, mas em clima quente perde a efetividade muito rapidamente. Prepare uma mistura de 500ml de álcol 70, 500ml de água, um colher de sopa de detergente e uma colher de sopa de óleo vegetal. Nunca aplique qualquer solução que contenho óleo em dias quentes e sempre leve a planta para sombra para evitar queimaduras.

       Tenha em mente que remover as cochonilhas da parte superior da planta não garantirá o sucesso, já que elas também estarão escondidas no substrato entre as raízes.  Assim, é recomendável também que a orquídea seja replantada eliminando-se todo o substrato velho. 

        Tratamento com óleo de Neem pode ser uma boa alternativa. 

O uso de inseticidas de contato não costuma ser eficiente para as cochonilhas adultas (por causa da carapaça de cera), mas o uso repetido a cada 10 dias irá ser eficiente pola constante eliminação das ninfas. Defensivos caseiros também devem ser sistemáticamente aplicados de 10 em 10 dias. 

 

        Toda vez que não houver o controle dentro de um limite de 3 ou 4 aplicações, estratégias mais agressivas podem ser necessárias. Neste caso, o melhor a se fazer é consultar um agronomo para que possa avaliar tecnicamente o problema e receitar uma solução definitiva.  Nunca use dose menores que as indicadas no rótulo do produto. Se voce fizer isso, além de correr o risco de não solucionar o problema, ainda poderá estar promovendo a seleção de espécies resistentes ao inseticida, um grave problema que poderá fazer com que voce tenha gerações que não mais morrerão com os inseticidas. Também não use doses maiores, pois podem causar danos à orquídea. 

       O uso de inseticidas preventivamente não é indicado, pois pode promover a seleção de espécies cada vez mais resistentes de insetos, um grave problema para a cultura. 

 

 

 

Lagartas

 

        As lagartas são simplesmente uma dos estágios da vida de uma Borboleta, mas não é uma boa hora para compaixão. Lagartas são famintas e devoram tudo que veem pela frente em poucos instantes. São capazes de acabar com meses de cultivo, as vezes devorando a planta inteira sem deixar muitos vestígios.  Elas começam a se alimentar logo que nascem e somente param quando em tempo de formar o casulo. 

        Mas muita atenção, normalmente voce primeiro irá localizar os estragos feitos por elas e terá que procurar bem na tentativa de localiza-las. 

 

       Observe nesta foto a direita um sinal de que existem lagartas no ambiente. Trata-se das fezes, sinal de que ela se alimentou por ali.

       Muitas lagartas se escondem dentro do substrato durante o dia. Veja nesta foto a direita (região circulada) onde uma delas se escondeu. Dificilmente seria percebida se não tivesse deixado vestígios que nos fizessem procurá-las com toda atenção. 

       Também a sua direita a foto de uma planta que foi totalmente devorada, somente algumas pontas de raiz denunciam que ali existia uma orquídea crescendo. Caso uma delas entre em um coletivo de aclimatação então facilmente devorarão dezenas delas. 

 

       As lagartas não são muito resistentes, mas a melhor opção é a prevenção. Um orquidário totalmente fechado (tela de sombreamento) dificilmente permitirá que uma borboleta adulta atinja as suas orquídeas para colocar os ovos. 

       Uma vez que os danos forem observados, tenha em mente que a lagarta tem grande chande de estar ainda ali no vaso em que se alimentou. Ela somente terá motivo para procurar outro vaso se a comida naquele tenha acabado. Existe uma grande chance dela estar escondida no substrato. Neste caso, uma estratégia muito eficiente é mergulhar o vaso em água esperando que ela saia fugindo de ser afogada.

 

       Lembre que vespas e aranhas são predadoras naturais das lagartas, então, apesar da natural resistencia de muitos, elas serão suas aliada em manter a coleção livre delas.  

      Muitas são as opções eficientes como repelentes que evitarão que as lagartas ali se alimentem, ou mesmo que as borboletas coloquem os seus ovos. (cebola, alho, cebolinha, pimenta, manjericão, coentro, hortelã-pimenta). 

       Somente em casos de infestações severas, que sobreponham a capacidade de defensivos caseiros deve se pensar em usar inseticidas de contato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lesmas e Caracóis

 

        Lesmas e caracóis são mais um grupo da classe dos famintos. De pequenos estragos podem inviabilizar o bom crescimento das orquídea, já que uma das partes que mais as atrae são justamente as raízes novas. E sem um bom grupo de raízes, impossível o pleno desenvolvimento de uma orquídea. 

          Identificar a sua presença na coleção exige um olhar atento. 

Foto: Francisco Deusvando

 

       Lesmas e caracóis tem hábitos noturnos, por isso, dificilmente voce os flagrará enquanto estiver em seu orquidário, mas fique atento a sinais de sua presença. Observe as raízes na foto acima: literalmente alguma coisa abocanhou uma parte na ponta, em outras vezes a ponta inteira da raíz estará ausente, notando por vezes que a lesão ainda esta verde indicando que faz muito pouco tempo que o molusco passou ali. Independente de apenas uma parte da raíz ter sido devorada, provavelmente essa raíz terá o seu crescimento interrompido, até mesmo porque esta lesão abre portas para o ataque de fungos e bactérias que finalizarão o trabalho. 

 

   Outra pista deixada, são os rastros brilhantes deixados pelo muco que recobre os seus corpos e até mesmo as suas fezes em finos filetes esturos (veja na foto a direita). 

       Nunca subestime a capacidade de locomoção desses moluscos, são excelentes escaladores. 

         Uma péssima notícia par aos orquidófilos é que eles são hermafroditas, quer dizer que tem tanto sistema reprodutor feminimo como masculino, assim, basta que apenas um exemplar entre em seu orquidário, normalemente trazido junto a algum vaso em meio ao substrato, para ele começar a colocar seus ovos e infestar todo o ambiente. 

     Vivem em torno de dois anos, sendo um deles de vida adulta, Neste período colocam cerca de 300 ovos que ocodem em até 10 dias no verão. 

      Quanto ao controle, considere espalhar iscas para fazer a catação manual. Essas iscas devem ser colocadas de modo que permaneçam durante a noite e a catação seja feita na manha seguinte. Essas iscas podem ser pedaços de casca de melancia ou chuchu, dos quais as lesmas e caracóis se alimentam. Espalhe os entre os vasos. Outra alternativa e embeber pedaços de pano com cerveja (os moluscos adoram) que os atrairão e farão que os mesmos se escondam debaixo desse pano durante o dia, então é só coletar. 

       Lesmas e caracóis também são atraídos por ração para cães e gatos umidecidas.  Se voce umidecer um pouco de ração e colocar embaixo de qualquer coisa onde os moluscos possam entrar, ali ficarão e voce os poderá catar todas as manhãs. 

     Existem ainda no mercado lesmicidas granulados que podem ser espalhados pelo orquidário. Lembre que são toxicos também para humanos, então cuidado no manuseio. 

     Por fim, nunca baixe a guarda, o controle de lesmas e caracóis e considerado difícil. 

 

Trips

 

        Olhando a foto da flor ao lado voce deve estar pensando se tratar de uma flor envelhecida que ja começou a secar as bordas e em breve irá murchar, grande engano. A flor tem apenas tres dias de aberta e tudo que se vê é uma flor "roída" por um ser minúsculo que provavelmente passará desapercebido pelos olhos de muitos: o trips. 

       São na verdade várias as espécies de trips que atacam as orquídeas, podendo medir entre 1 e 5mm. Para piorar a percepção deles na flor, na medida que comem a flor, vão ficando com o pigmento cada vez mais proximo ao da flor, uma providencial camuflagem.

       Desta forma, via de regra, a presença deles será detectada pelos estragos que eles fizerem naquela flor que voce esperou por um ano inteiro para ver. As flores ficam prematuramente marrons, pétalas manchadas com listras prateadas ou descoloridos. Nas flores de coloridos fortes ficam muito envidentes os áreas descoloridas decorrentes da alimentação do trips. Mas o que muita gente não sabe é que o trips ataca também outras partes da planta. Nas folhas aparecem manchas cloróticas, murcham e até mesmo caem. O desenvolvimento das palntas pode ser atrofiado e em casos mais graves até mesmo matar a sua orquídea. Os trips também estão relacionados a espalhar contaminação de virus entre as plantas. Então não faltam motivos para darmos atenção ao seu controle. 

         As fêmeas depositam os ovos na superfície da plantas, mas muitas vezes a unica evidencia visível desta fase é um calo de tecido formado pela orquídea em resposta a ferida.  Durante a fase de ninfa é que se alimentam das parte joves da planta e quando adultos adquirem a capacidade de voar de uma planta para outra. 

Cada fêmea poderá desovar até cinco vezes por ano, e em cada postura, colocar até 50 ovos. 

       O controle desses insetos é dos mais difíceis, mas medidas preventivas podem ser tomadas. Tire todo tipo de ervas daninhas e detritos de dentro de seu orquidário. Medidas sanitárias são importantes para o controle de muitas das pragas. Fitas adesivas azuis ou amarelas são eficientes para capturá-los. 

       Normalmente o trips coloca os seus ovos e as pupas se desenvolvem em áreas da planta longe do alcance de aplicações de inseticidas. Por isso, pulverizações devem ser repetidas a cada semana para eliminação efetiva. Produtos como malation e orthene são seguros de serem aplicados em orquídeas e são eficázes. 

 
 

Diabrótica speciosa

 

    Popularmente conhecidas por vaquinha, vaquinha verde, brasileirinho ou patriota. 

         São besouros que causam grande problemas em várias culturas. Os ovos são colocados proximo a base da planta e durante a fase larval vivem no solo e dura de 25 a 35 dias. São larvas esbranquiçadas que se alimentam das raízes, podendo mesmo matar uma planta.  Durante o seu curto ciclo de vida, uma Diabrótica coloca em trono de 2000 ovos, podendo rapidamente se alastrar por grandes áreas.  

         Na fase adulta adquirem a habilidade de voar com muita agilidade, com capacidade de perceber a nossa presença, se esconder e mesmo se deixar cair para posteriormente fugirem em voo. 

        Alimentam-se das partes jovens da planta, principalmente flores e polem, mas podem também atacar as folhas jovens.  As partes destruidas da flor são normalmente o ponte de identificação da praga antes de vê-la. 

      Além do dano direto, as Diabróticas são vetores de vírus, bactérias e fungos que atacam as orquídeas. 

        O combate pode ser feito com armadilhas de garafa PET com água, detergente e um feromonio que ataca os machos. 

         O uso de inseticidas também pode ser feito, mas como são muito móveis, serão necessárias aplicações a cada 15 dias. 

        No entanto, se voce tiver um pequeno numero de vasos, a solução mais simples e recolher as plantas ainda em botão para um espaço fechado como dentro de sua casa. 

Algumas Diabróticas se alimentam de partes de plantas cucurbitáceas, não sendo parasitadas, mas para ingerirem uma substância chamada curcubitacina, que é tóxica a alguns predadores naturais. Aranhas e algumas espécies de formigas são inimigos naturais.

Ácaros

 

    Talvez o maior problema aqui é que estamos falando de um ser microscópico, então não há condições de ve-los a olho nu. Da mesma forma que outras pragas, a sua identificação se dará pelos estragas que eles deixam na sua orquídea. 

       Repare nesta foto á sua esquerda, na folha menor apontada pela seta.  Ácaros atacam pincipalmente a parte de baixo da folha. Ácaros raspam a folha matando as células da camada superficial, resultando em uma aparencia prateada/esbranquiçada por baixo. Por cima normalmente se apresenta um coloração amarelada (matizada) que com o tempo vai ficando escurecida. 

       Ácaros são parentes das aranhas, assim, outra forma de identificar a sua presença é a possívelformação de teias na parte de baixo das folhas. Essas teias são mais visveis contra a luz e, com atenção, poderá identificar pequenos pontos, que são os ácaros se movendo na teia (veja abaixo). Nem todos os ácaros fazem teias. 

        Bater a folha sobre uma folha branca e visualizar com ajuda de uma lupa pode ser útil para identificá-los 

       Os danos podem afetar muito o desenvolvimento especialmente de plantas pequenas, mas além do dano direto, os ácaros são importantes vetores de coenças, até mesmo vírus. 

         A partir do momento que a colonia se torna superlotada, formas com asas aparecem, voando para novas plantas e iniciando uma nova colonia. 

       Os ácaros conseguem se desenvolver melhor em ambientes secos, e o motivo é muito simples:  ácaros precisam sugar 

grandes quantidades de seiva para se desenvolver, e como a seiva é muito diluída, precisam jogar fora a água sugada, e conseguem fazer isso de maneira mais eficiênte em clima seco. Diante disso, uma das formas de diminuir o ataque de ácaros é 

aumentar a umidade do ar no orquidário. Lavar as folhascom água e sabão também diminui a sua população.

       O combate com inseticidas é muito pouco eficiente. Se necessário, deverão ser usados acaricidas. Preste atenção que existem acaricidas que não podem ser usados em orquídeas. Para o combate, devem ser feitas pulverizações muito generosas a cada 3 ou 4 dias, com um minimo de oito aplicações. 

 

 

 

 

 

 

 

        Os ovos são postos em incisões em bulbos e folhas, e logo que nascem já começam a sugar a folha. Em 20 dias já estão adultos. 

Thentecoris orchidearum

 

    Um dos mais rápidos e espertos insetos que atacam as orquídeas: ao minimo sinal de sua presença, rapidamente se escondem por baixo das folhas, mas não conseguem esconder os estragos que fazem nas plantas. 

       Os primeiros sinais são manchas brancas nas folhas, chamados de stigmonose (veja as fotos). As manchas são resultado da atividade de sugar a seiva, lesionando a região permanentemente. Na medida que continuam sugando, levam a planta a morte rapidamente (veja foto ao lado).

Infelizmente, o estrago não termina com a simples sucção da seiva. Enquanto estão sugando, injetam saliva toxica que dissolve o tecido, causando necrose do tecido, abrindo portas para fungos e bactérias.       

       Medem cerca de meio centímetro, e tem a cor alaranjado com asas azul escuro quando adultos (parece preto), tanto que recebem o apelido de flamenguinhos. Quando jovem tem coloração preta. 

 

        A forma mais simples de eliminá-los é como simples sprays de inseticidas domesticos (tipo SBP). Outra forma eficiente é a pulverização de calda de alho (veja receita no tópico "defensivos caseiros). Normalmente não são necessários o uso de defensivos mais pesados. 

 

Oniscidea (tatuzinho)

 

       São isopodes que vivem no solo mais conhecidos pelos seus nomes populares: bichos-de-conta, porquinhos-de-santo-antão, tatuzinhos, tatus-bolas, tatuzinhos-de-jardim ou porca-saras. Existem mais de 120 espécies deles no Brasil.

 

        Podem infestaros vasos, principalmente qunado o substrato esta muito velho.  Costumam ter habitos noturnos. A combinação de habitos noturnos com o fato de viverem dentro do substrato faz com que semente seja descobertos caso de replantio. 

        O problema que causam as orquídeas vem do fato de roerem as raízes para se alimentarem. Um forma simples de verificar a sua presença é mergulhar o vaso dentro de uma bacia com água, o que fará com que elsubam para evitar o afogamento. 

      O combate pode ser feito com o uso de iscas como casca de adobora ou mamão,as quais atrairão os cristáceos, e permitindo a catação manual pela manha.

        Inseticidas são eficientes, mas precisam ser usados em grande quantidade para que atinjam o substrato todo. 

     Mas a melhor forma é a prevenção. Primeiro no cuidado com a aquisiçaõ de substrato de boa qualidade sem contaminação  e, segundo, não deixar os vasos em contato com o solo evitando que os tatuzinhos entrem no vaso. 

 

 

Pulgões

 

       Insetos de movimento lento, corpo transluciddo de tão cheio de seiva que sugam praticamente sem parar. Praticamente impossível que alguma coleção de orquídeas nunca tenha tido a presença desta praga. A fragilidade que se supoem ao ver seus movimentos e seu corpo não são condizentes com a capacidae de fazer estragos. 

 

        Imagine que uma femea de pulgão coloca até 100 ovos por dia! durante os seus 30 dias de vida e em sete dias já estão adultos. Isso deixa clara a capacidade incrível que tem de se multiplicar e infestar o seu orquidário.  Qaundo uma planta esat muito infestada, podem estabelecer asas para voar para as proximas plantas. 

     Mas o mais interessante é a cumplicidade que eles tem com a formigas. Como os pulgões sugam muito mais que conseguem digerir e continuamente excretam um liquido açucarado do qual as formigas se alimentam. Como contrapartida, as formigas trasnportam os pulgões para as partes mais viçosas e mais cheias de seiva da planta, onde poderão sugar um maior volume e excretar mais liquido açucarado para as formigas. Analizando friamente, os pulgões são "funcionários" das formigas, mas parecem não se importar muito com isso. O liquido açucarado também é substrato para o desenvolvimento de fungos que também causarão danos para sua orquidea. 

 

        Naturalmente, eles são normalmente encontrados nas partes das plantas que estão em maior crescimento e que estão recebendo a maior parte dos nutrientes  como brotos e botões florais. Nestas partes, facilmente causam a atrofia de brotos e abortamento dos botões por roubarem todos nutrientes. Além disso, a saliva dos pulgões custuma ser toxica para as plantas. 

       A boa notícia é que os pulgões são fáceis de serem controlados. Uma simples pulverização de solução de sabão é suficente para mata-los (veja no tópico de defensivos caseiros). Esta solução deve ser reaplicada uma semana após a primeira aplicação. 

    

 

Nematóides

 

       Esta é mais uma das pragas que não são visíveis a olho nu. Existem mais de 5mil espécies e são populamente conhecidas como "vermes" e não passam de um milimetro de comprimento.

         Podem atacar qualquer parte da orquídea, mas costumam iniciar o ataque pelas raízes, fazendo-as apodrecer.  Independente do local de ataque, deixam sempre lesões abertas por onde iniciam ataques de fungos e bactérias. 

       Nematoides entrem na orquídea através de feridas ou aberturas naturais cmo estomatos.  A movimentação de nematoides dentro da planta causa destruição de tecido que se torna visível como linhas na superfície de talos e folhas, podridão de raízes ou atrofia de brotos. Nas figuras ao lado podem ser vistos os simtomas de ataque de nematoides em um Oncidium sp. Na primeira figura, a letra H indica o desenvolvimento de uma haste floral normal e as outras tres, como o ataque de nematóides. Em D1 e D2, as bainhas estão secas e não houve o desenvolvimento de botões florais. Em D3, as bainhas são amareladas e ligeiramente separadas da haste. Ja na figura 2, a sa aponta uma linha preta, que é simplesmente o caminho que o nematoide fez por dentro da orquídea. 

 

        Flores podem ser deformadas ou atrofiadas e até mesmo apodrecerem.  É verdade que a magnitude dos simtomas pode varias de acordo com as condições da planta. Se estiver fraca, poderá morrer com facilidade, ao contrário ficará raquítica e pode não dar flores. 

         A figura ao lado mostra a lesão por nematóide em uma folha de dendróbium. 

       Não existem controles químicos para nematóides para orquideas. A prevenção é a chave do sucesso no controle. Os nematoides não estão presentes em seedlings e devem ser infectados para que ali apareçam. O primeiro cuidado é com a aquisição de plantas, as quais devem sempre ser mantidas em quarentena para observar o aparecimento de qualquer sintoma.  Alguns cultivadores usam cinzas em suas plantas, e é muito comum que cinzas estejam contaminadas com nematoides.  Muitas vezes a fonte de contaminação é o substrato. Não use vasos substratos que tenham ficado em contato com o solo. 

       Se optar por reutilizar materiais ou potes, deixe os de molhos por 10 min em uma solução com 10% de hipoclorito de sódio. Adicione algumas gotas de detergente para aumentar a efetividade.  Pequenos animais como sapos, ratos, lesmas, caracóis e baratas podem carregar nematoides para seus vasos. 

       Nematoides se multiplicam em considiçoes umidas e as infestações praticamente desaparecem em tempo seco.

 

Mosquito do fungo

Bradysia sp; Sclara sp; Orfélia sp. 

 

      É um frágil mosquito preto, de 4 a 6mm que voa em ziguezague sobre o substrato. Ja a sua larva é semi-transparente com cerca de 4 a 7mm de comprimento que vive no substrato umido e se alimenta da prtes em decomposição da orquídea. No entanto, com o aumento de sua população, alimentam-se também de partes viva.  Plantas fracas ou pré-afetadas são as preferidas para receberem os ovos do mosquito. 

       Cada fêmea  coloca em torno de 150 ovos que eclodem em 3 ou 4 dias. O tempo desde a oclosão dos ovos até o mosquito se tornar adulto é de 4 semanas. 

       São mais facilmente encontradas em substratos a base de cascas ou musgo No substrato umido, as larvas comem as raizes novas, abirndo lesões que permitirão a entrada de fungos de raíz. Em infestações severar o substrato é rapidamente decomposto, sendo este também um real problema para o cultivo.       

 

 

       Por vezes, a larva pode atingir até o rizoma da orquídea. Infestam preferencialmente Phalaenopsis e Miltonia, mas podem ser encontrado também em Dendrobium e Oncidiuns .

       Para o seu controle, aprimeira providencia é eliminar do orquidário todo tipo de sujera e limos. Cartões adesivos amarelos podem ser usados para avaliar o nivel de infestação.  O controle quimico da infestação de larvas no substrato é praticamente impossivel mesmo com inseticidas muito tóxicos.

 

Fonte: A. Hark Orchideen GmbH & Co. KG • Windmüllerstr. 25 • 59557 Lippstadt – Germany

 

Vespinhas (Calorileya nigra e Eurytoma orchidearum)

 

       Quanto falamos de vespinhas, não podemos confundir com as vepas que normalmente conhecemos e que são muito úteis para as orquideas. Falamos aqui da Calorileya nigra e da Eurytoma orchidearum

       A Calorileya nigra é conhecida como vespinha negra e seu tamanho aduto não passam de 2,5mm, mas o grande problema são suas larvas. A vespinha negra coloca seus ovos nas pontas das raízes das orquideas. Os ovos eclodirão em pequenas larvas esbranquiçadas de se alimentarão do tecido da raíz e aparecerá uma dilatação na medida que a larva for crescendo. Naturalmente esta raíz parará de crescer. Após ficar adulta, a vespa sairá das ponta da raís por um pequeno furo e recomeçará o seu ciclo outra vez. 

       Já o Eyrytoma orchidearum, o adulto é uma vespinha com cerca de 4 mm de comprimento. Possuem o corpo de coloração preta, asas claras e transparentes e a fêmea coloca os ovos nos bulbos florais novos, próximos a base. Após a eclosão, as larvas iniciam a alimentação, praticando cavidades que lhes servem de abrigo. Após alguns dias, transforma-se em pupas, atingem a fase adulta após 50 a 60 dias.   

       As larvas corroem o interior dos rebentos ou dos bulbos florais, tornando-os intumescidos e frágeis; a coloração passa inicialmente de pardo avermelhada a negra, resultam do na destruição da flor ainda na fase embrionária, podendo também causar o secamento do rebento atacado. Não é incomum que o orquidófilo confunda um broto atacado, pensando se tratar de um broto muito forte, já que de fato nos estagios antes de sua morte, fica intumecido, aparentando muito força. 

       Os ataques de Calorileya nigra não constumam causar maiores danos as orquideas, mas os de Eurytoma podem levar a planta á morte. 

        O combate deve ser realizado a partir de inseticidas sistemicos. 

 

 

 

Baratas

 

       Existem mais de 3500 espécies de baratas no mundo. São insetos muito resistentes, reproduzem-se com rapizes e tem poucos inimigos naturais. São capazes de sobreviver trinta dias sem água e até tres meses em comida. 
         Nas orquideas causam danos por se alimentarem de raizes, caules novos e flores. Como tem hábitos noturnos, normalmente devem ser detectados pela presença de brotos, raízes e flores mordiscadas. 

          Normalmente entram pela drenagem dos vasos e ficam escondidas no substrato. 

 

Gafanhotos

 

       Não se trata de uma das pragas mais comuns de se ver em orquideas, mas são capazes de fazer um enorme estrago. Independentemente da espécie, não são voadores mas tem grande mobilidade, podem aparecer em sua coleção de uma dia para o outro. 

        As fêmeas colocam os seus ovos no solo e as ninfas saem do solo em grupo para iniciarem a alimentação. 

       Cada espécies tem suas próprias preferencias de alimentação, mas todos podem se alimentar do que estiver disponível dependendo da oportunidade. 

       Inseticidas podem ser efetivos, principalmentena fase de ninfa, mas as maneira mais efetiva de controla-los é a catação manual. 

 

Mosquito Contarinia maculipennis

 

      São conhecidos como os mosquitos da flor da orquídeas. A Contarinia maculipensis foi provavelmente trazida do Cambodja, Japão e Tailandia para as Américas junto a corregametnos de orquideas. Esses mosquitopodem se alimentar de muitas plantas e, nas orquídeas atacam os botões florais e flores. O ataque pode causar a queda dos botões, mas normalmente causam deformações florais. 

           Para o seu desenvolvimento, esses mosquitos precisam de alta umidade e um meio umido para o desenvolvimento das pupas. 

         

       O mosquito coloca os seus ovos nos botões florais. Tanto os ovos como as larvas em desenvolvimento não podem ser percebidas com o botão fechado, só sendo percebido quando grande estrago já tiver sido feito. Em um unico botão podem ser encontradas algo como 30 larvas. Quando maduras, as larvas se deslocam para o substrato, onde passam para a fase de pupa. Tres semanas mais tarde transforma-se em mosquitos. (2,5-3 mm)

       Para o controle, a primeira medida é eliminar e destruir todas as partes afetadas para evitar o desenvolvimento das larvas. Remova também todas as ervas daninhas. de um correto espaçamento entre as planas para diminuir o contagio. Inseticidas sistemicos pode ser uteis, mas devem ser aplicadas semanalmente durante tres a quatro semanas. 

 

Besouros

Diorymerellus lepagei, Diorymerellus minensis, Mordellistena cattleyana

 

      Especie de besouros muito comum no Brasil que tem por preferencia atacar os botões florais, destruindo-os. Medem cerca de 3mm. 

        O dano é causado quando a femea do Diorymerellus  perfura o botão para colocar os seus ovos. Após o nascimento, as larvas se alimentam dos tecidos da flor. Raramente atacam folhas jovens. 

         

       Já os besouros da espécie Mordelistena cattleyana são um pouco menores, medidno cerca de 2mm. A femea deste besouro coloca os ovos nas folhas e as larvas ap´pos eclodirem se alimentam das folhas formando galerias, sendo por isso chamadas também de larvas mineiras. 

 

      Os ovos são quase sempre colocados na parte superir da folha. Depois que nascem as larvas perfuram a folha para se alimentar do parenquima.  A larva tem cerca de 1mm e faz as galerias geralmente na direção das nervuras da folha.  N medida que cresce pode chegar até 7mm, podendo uma folha ter dezenas delas em uma unica folha. 

        Para o tratamento, é aconselhado o corte e queima da folha. Também pode ser  indicados tratamentos por meio de injeções de inseticidas nas galerias, por meio de seringa. Esta operação seria apenas aconselhavel no caso de se tratar de alguma orquídea rara e com poucas folhas. Nas plantas pouco atacadas, onde é possivel cortar as folhas com galerias sem prejuizo da planta, é sempre o processo mais recomendável. 

         Um ponto importante é que multas vezes as folhas apresentam numerosas galerias, porém os insetos adultos já saíram e, portanto, nestes casos, não há necessidade de qualquer tratamento. Verifica-se facilmente se o inseto já abandonou a planta pela presença, nas folhas, dos orifícios feitos pelos adultos ao sairem, ou examinando algumas folhas com uma lupa. 

 

 

Mariposa

Castnia (Orthia) therapon

 

      As mariposas Castnia therapon  voam rapidamente às horas mais quentes do dia e, quando pousam, ficam com as asas estendidas sôbre o corpo.

         

                   Para as orquídeas o problemas não são as mariposas em si, mas o fato delas colocarem os ovos e as larvas perfurarem so pseudobulbos  e se alimentarem os tecidos, formando grandes galerias podendo mesmo inviabilizar a sobrevivencia do bulbo atacado.  Podem evoluir o ataque para o rizoma e raízes. 

           Quando completamente desenvolvidas, tecem um casulo, em grande parte costituído por tiras de tecido vegetal unidas por fio de sêda e se transformam em crisálidas.

         

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