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Como adubar as minhas orquídeas?

 

         Antes de começar a falar propriamente da adubação, gostaria de refletir a respeito do que significa adubar uma orquídea. Para isso, vamos pensar no ser humano; O que acontece com o ser humano se ele não come?                  Essa resposta será a mesma da pergunta: o que acontece com uma orquídea se ela não come? O adubo é o alimento da orquídea. Mas vamos mais a fundo; para o ser humano não basta simplesmente comer, é preciso ingerir todos os tipos de nutrientes e vitaminas para manter o corpo saudável. Com a orquídea é a mesma coisa, se falta algum nutriente para ela, não vai crescer, não vai florir,  vai adoecer ou até morrer dependendo do nutriente que estiver faltando. Desta forma, ter orquideas bonitas, saudáveis, que florescem sempre passa pela necessidade de uma adubação bem feita. 

 

Qual o melhor adudo?

 

        Um bom adubo depende da qualidade da matéria prima com o que ele é feito. Vamos a um exemplo prático. Um dos elementos mais importantes do abudo é o nitrogênio. Só que o nitrogênio pode ser adicionado ao adubo de diversar formas: uréia, amonia, nitratos... todos liberam nitrogênio, mas a capacidade da planta absorver cada  uma deles é diferente. Isso o fabricante não explica. E é claro que o preço é diferente quanto mais fácil e disponível o nutriente for para a Orquídea. Essa será a mair diferença entre um produto e outro.  De certo que, se voce gosta de suas plantas não vai querer dar a elas um adubo qualquer. 

Adubo Orgânico ou Químico?

 

       Tanto adubos orgânicos como químicos (inorgânico) são usados na cultura de orquídeas. Além da preferência de cada orquidófilo, existem algumas diferenças que voce deve levar em consideração na hora da escolha. Há ainda quem prefira fazer as duas formas de adubação juntas.  Tudo pode dar excelentes resultados. 

          Adubos organicos normalmente tem ação mais lenta e prolongada, ficando so nutrientes mais tempo disponíveis para sua orquídea. Então podem excelentes para quem não tem tempo de adubar as plantas a cada duas semanas. Tem ainda a vantagem de recuperarem a flora microbiana do vaso.  O efeito negativo é uma maior probabilidade de aparecimentdo de doenças fungicas e bacterianas, mas isso vai depender mais da matéria prima usada na formulação. 

       Já os adubos químicos são mais concentrados e tem uma formulação mais exata, permitindo mesmo atingir um efeito pontual que se quer na planta. Isso porque temos nutrientes que estão mais relacionados ao crescimento, outros ao enraizamento, floração e assim por diante. Por outro lado, com adubos químicos também mais fácil intoxicar a plantas, sendo então necessário que seja seguidas as doses exatas (ou até menores) que as indicadas pelo fabricante.  Também é o tipo de adubo que precisará ser aplicado com mais frequência para que se consiga efeitos ideais.  

       Deve-se apontar também que adubos químicos estão mais relacionados à contaminação de recursos hídricos.

     Adubos organicos tem sido colocados no mercado com formulação cada vez mais elaborados e precisas, de modo que possam também atender a todas as necessidades das plantas.  

Também ja existe tecnologia que permite que os adubos químicos possam ser liberados lentamente, melhorando a disponibilidade dos mesmos no vaso sem que seja necessário a aplicação constante.

      O uso de adubos organicos tem aumentado principalmente em agricultura biológica/orgânica e em locais como os jardins onde normalmente crianças e animais gostam de brincar, sendo que a sua ingestão não representa perigo de maior, ao contrário dos produtos químicos cujos efeitos podem ter consequências bastante graves para a saúde

Aleksandro Zaslawski -www.procampo.com.br

Adubação Foliar ou radicular (convencional)?

      Como o título sugere, os nutrientes podem se absorvidos tanto pelas raízes da orquídea como pelas próprias folhas. 

       A adubação foliar tem crescido cada vez mais, no mesmo ritmo que se domina o papel de cada elemento da adubação. 

      Na adubação foliar a reposição de nutrientes é mais eficaz, mais rápida e mais econômica, já que evita os desperdícios decorrentes da dissolução dos fertilizantes no solo para se tornarem disponíveis para a planta.

       Fertilizantes baseados em nitrogênio e potássio que são altamente solúveis podem ser facilmente lavados do vaso (lixiviados). Fertilizantes fosfatados podem reagir facilmente com íons de potássio, magnésio, alumínio e ferro tornando-se soluções químicas sem valor para as plantas. Já os nutrientes foliares são mobilizados diretamente para a folha da planta o que na verdade é o objetivo da fertilização, aumentando a taxa de fotossíntese nas folhas e estimulando a absorção de nutrientes pela raiz da planta. A fertilização foliar é de longe a mais eficiente. 

     

Isso não quer dizer que fertilizantes foliares substituem o uso de fertilizantes radiculares, mas o uso de fertilizantes foliares mostrou incrementar a disponibilidade dos elementos principais utilizados na sua forma radicular.

Eficiência de absorção radicular x foliar

De Paulo N. Camargo e Ody Silva.

Tempo de absorção após aplicação

Lei dos Mínimos

 

       Lei proposta pelo cientista alemão Justis Von Liebig (1803-1873), que afirma que o crescimento das plantas é limitado pelo nutriente da planta que estiver presente em menor quantidade relativa. Desta forma, se um elemento estiver em quantidade deficiente, o desenvolvimento da orquídea se dará na velocidade permitida por esta falta. Isso implica que a falta de apenas um nutriente impacta no aproveitamento de todo o restante. Há estágios na vida de uma planta em que a necessidade de alguns nutrientes supera a sua capacidade retirá- los do solo, mesmo que esses nutrientes existam em abundância. A solução para garantir o fornecimento adequado dos micronutrientes faltantes  é através da adubação foliar

O que influencia na obsorção dos nutrientes?

 

       Os fatores externos que influenciam a absorção foliar de nutrientes minerais são a luz, a disponibilidade de água no solo, a temperatura, a umidade atmosférica, ventos e também o modo de aplicação das pulverizações foliares.

LUZ - Quanto maior a intensidade luminosa, maior será a absorção de nutrientes pelas folhas. 

TEMPERATURA - O ideal é de 22ºC a um máximo de 30ºC. A melhor hora para fertilizantes foliares é entre 7h e 10h da manhã ou depois das 17h , quando os estômatos estão abertos. 

UMIDADE ATMOSFÉRICA  - Quanto mais alta melhor, porque ela mantém a cutícula hidratada, e impede a evaporação da solução aplicada conservando-a por mais tempo na superfície da folha. Nutrientes são geralmente absorvidos quando ainda estão molhados na folha.

MODE DE APLICAÇÃO -  Deve-se tentar pulverizar tanto na superfície inferior quanto a superior da folha, com um névoa fina evitando a formação de gotas nas folhas. 

ÁGUA NO SOLO - Fertilizantes foliares devem ser aplicados quando a planta não está captando água em sua máxima potência. Aplicações de micronutrientes via foliar são melhor aplicados quando a planta está “calma” e cheia d’água (túrgida).

Qual a composição de um adubo?

 

       Devemos considerar a possibilidade de termos duas classes de nutrientes na composição: macronutrientes e micronutriemtes. A divisão entre marco e micronutrientes se da pela concentração presente na matéria seca das plantas e não tem nenuma relação com a ordem de importancia deles. Qualquer elemento em falta causará problemas.  

A grande maioria dos adubos é composta apenas pelo macronutrientes N (nitrogenio), P (Fósforo) e K (potássio) o dito NPK, porém mais três nutrientes merecem ser citados, são os ditos macronutrientes orgânicos”: carbono(C), hidrogenio (H) e oxigenio (O), os quais constituem maior parte do peso da planta, que na natureza encontra-se em abundância e por isso não são acrescentados aos adubos quimicos, mas são abunantes nos adubos orgânicos.

Atualmente mais três elementos tem sido apontados como macronutrientes: Enxofre (S), Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg)

 

       Como os elementos S, Ca e Mg, não costuma estar na maioria dos adubos, neste caso devem ser adicionados em separado. Ainda assim, é muito melhor escolher adubos que tenham uma formulação completa e ja tenha sido balanceada para o uso. Lembre sempre o excesso de qualquer elemento também prejudica a planta, as vezes impedindo a absorção e outras por toxidade direta. 

      A tabela ao lado resume a função de cada elemento e os sintomas de sua carencia. 

Leia mais no tópico especifico no menu "Pragas e Doenças". 

      No rótulo dos adubos voce reparará que existem impressos tres numeros separados por um hifen, por exemplo: 20-20-20, 30-10-10, entre outros.  Esses numeros são referencia a concentração de N, P e K no adubo em questão. Assim,  uma numeração 30-10-10 significa 30% de nitrogenio, 10% de fósforo e 10% de potassio. 

Os como maior concentração de N são indicadodos para favorecder o crescimento, de P para induzir floração e enraizamento e os com equilibrio dos tres elementos para manutenção. 

      Acima, a concentração NPK de alguns compostos organicos. MO= matéria orgânica (CHO).

       A figura acima (a esquerda) mostra uma coisa que nenhum rotulo, nem nehum vendedor explica e que responde porque os efeitos entre diferentes adubos, mesmo tendo a mesma porcentagem de N-P-K, funcionam diferente com as suas  orquídeas. A fonte de N é diferente em cada adubo, e essa diferença traz diferentes resultados. Se voce usar um adubo a base de uréia (terceira coluna) dificilmente o N chegará em quantidades adequadas, ja que ele não ficará tempo suficiente no vaso para ser decomposto.  Além disso, adubos com uréia são conhecidos por causarem queima de botões e pontas de raízes.  Estudos na decada de 60 já mostraram que a fonte nítrica são muito superiores em promover o crescimento. 

       Outra informação que muitas vezes não esta presente, é que nem toda a quantidade do elemento estará disponível para a planta. Então não adianta comprar o produto com os valores mais altos. A quantidade disponível para planta será determinada pela dosagem indicada.  

      Lembre que altas concentrações de adubo desidratam a orquidea, causando a chamada "seca fisiologiaca". Se voce quiser garantir que não está ofertando uma concentração muito alta de adubo, pode investir num aparelho chamado condutivimetro  (ou EC meter). Para orquídeas o EC ideal = 1,0 mS/cm e EC máximo de 1,4 mS/cm. 

      Por fim, falta falar do micronutrientes. As tabelas abaixo resumem a sua importancia: 

        O segredo de uma boa adubação para as suas orquídeas é a regularidade em ofertar todos os nutrientes que ela precisa.  Seja sistematico, siga a risca as orientações do rótulo!!!