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A lenda da Orquídea

 

       Em uma cidade chinesa existia uma jovem chamada Hoan Lan e que divertia-se em fazer penar seus numerosos adoradores. Por um sorriso dela, o jovem Kien-Fu cinzelou e trabalhou com infinita paciência as mais lindas peças de jade e ouro e a presenteou. A ingrata, após se adornar com todos os presentes do nobre apaixonado, riu-se dele e o desprezou. Kien-Fu, desesperado, acabou com a própria vida atirando-se ao Rio Vermelho. Muitos outros morreram por terem sido desprezados pela jovem.

      Então o poderoso Deus das Cinco Flechas, que a tudo via e tudo ordenava, julgou que era o momento de castigar tanta maldade, e fez com que a jovem volúvel se apaixonasse pelo formoso Mun-Cay que era apaixonado por outra mulher e desprezava a jovem Hoan-Lan. Por isso ela sofria muito.

      Um dia Hoan-Lan encontrou-se com uma bruxa de pés de cabra que lhe disse:

      - Formosa jovem sei que és muito desgraçada. Queres vingar-se de Mun-Cay? Vende-me a tua alma e juro-te que, embora Mun-Cay não te ame, não amará a outra mulher.

    A jovem aceitou, mas não sabia que o seu amado seria transformado em uma árvore. E a bruxa lhe disse:

       -Desta maneira o teu amado não pode ser nunca de outra mulher.

 

       A jovem Hoan-Lan se desesperou e ficou ali abraçada àquela árvore até que um gênio se compadeceu da sua dor.

      -Estás perdoada e vais deixar de sofrer, disse o gênio. Antes que a bruxa venha buscar a tua alma, vou transformar-te numa flor. Ficarás sendo, no entanto, uma flor esquisita e requintada, que dê a impressão do que foi a tua vida maldosa. Quem vir as tuas pétalas facilmente adivinhará o que foi o teu esp.írito: caprichoso, volúvel e cruel, e a tua preocupação constante pela elegância.

       -Concedo-te um bem: não te separarás do bem que adoras e viverás sempre junto do teu amado.


       

       Assim falou o poderoso gênio, e enquanto falava, a túnica rósea de Hoan-Lan ia empalidecendo e tornando-se de uma delicada cor lilás. Os olhos da jovem brilharam como pontos de ouro e as suas carnes tomaram a tonalidade do nácar. Os seus formosos braços enrolaram-se na árvore na derradeira súplica.

 

E assim apareceu a primeira orquídea do mundo!!!