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Fungos e Bactérias  nas Orquídeas

        Antes de falar das doenças é importante esclarecer que existem tanto fungos fundamentais para o bom crescimento das orquídeas e os que causam doenças. Importante ter em mente que eles sempre estão presentes e quando existem condições favoráveis se desenvolvem de forma da gerar danos nas orquídeas. Essas condições podem ser resumidas em falta de ventilação, ecesso de umidade e sombreamento excessivo.  Então esse é o primeiro, principal e mais efetivo passo para o seu combate. 

Pontos nas folhas 
Podridão
Manchas nas folhas 
 Murcha

Fungos que causam doenças em orquídeas:

 

Aecidium graebnerianum

Alternaria spp. - Manchas e necrose em flores e botões;

Bipolaris setariae - flores manchadas 

Bipolaris sorokiniana - flores manchadas

Bipolaris spp. -  flores manchadas

Botryodiplodia oncidii  - Morte de traseiras

Botryotinia fuckeliana - mofo cinzento, mancha e ferrugem nas flores;

Botrytis cinerea - Podridão mole

Capnodium citri - fumagina 

Cephaleuros virescens - Mancha com aspecto de alga

Cercospora angreci - folhas manchadas

Cercospora cypripedii - folhas manchadas

Cercospora dendrobii - folhas manchadas

Cercospora epipactitis - folhas manchadas

Cercospora odontoglossi - folhas manchadas

Cercospora peristeriae - folhas manchadas

Chaetodiplodia sp. - folhas manchadas

Colletotrichum bletae - Anthracnose (Bletia)

Colletotrichum coccodes - Anthracnose

Colletotrichum crassipes - Anthracnose

Colletotrichum dicheae - Anthracnose

Colletotrichum gloeosporioides - Anthracnose

Colletotrichum orchidearum - Anthracnose

Colletotrichum roseolum - Anthracnose (Bletia)

Coniothyrium sp. - folhas manchadas

Corynespora cassiicola - folhas manchadas

Curvularia sp. -  necrose das folhas

Diplodia bulbicola - folhas manchadas

Diplodia laelio-cattleyae - folhas manchadas; queda da haste;

Diplodia paraphysaria - folhas manchadas

Diplodia sobrali - folhas manchadas

Fusarium cattleyae  - Murcha do fusarium 

Fusarium moniliforme - podridão mole;

Fusarium oxysporum - podridão de pseudobulbos e podrisão de raízes 

Fusarium oxysporum f. Sp. Cattleyae - podridão de pseudobulbos e podrisão de raízes 

Gloeodes pomigena - mancha com aspecto de fuligem 

Gloeosporium affine - Anthracnose europeia

Gloeosporium cattleyae - Anthracnose

Gloeosporium epidendrii - Anthracnose

Gloeosporium laeliae - Anthracnose

Gloeosporium oncidii - Anthracnose

Gloeosporium pallidum - Anthracnose

Gloeosporium stanhopeae  - Anthracnose

Gloesporioides - Anthracnose

Glomerella cincta - Anthracnose

Glomerella cingulata - Anthracnose

Guignardia spp. - manchas nas folhas

Hemileia oncidii - ferrugem

Lasiodiplodia theobromae - ferrugem

Macrophoma cattleyicola - 

 

Macrophoma oncidii - mancha fungica 

Nectria behnickiana - mancha fungica 

Nectria bolbophyli - mancha fungica 

Nectria bulbicola - canela seca

Phoma spp.

Phyllosticta capitalensis - lesões e manchas nas folhas, clorose;

Phyllosticta pyriformis - Manchas amarelas 

Phyllostictina pyriformis - manchas fungicas 

Physalospora cattleyae - Anthracnose; manchas fungicas

Physalospora orchidearum - Anthracnose

Phytophthora cactorum - podridão negra, podridão parda, podridão de folhas; podridão de pseudobulbos e raizes. 

Phytophthora cinnamomi - podridão de folhas, pseudobulbos e raizes. 

Phytophthora nicotianae -podridão

Phytophthora palmivora - podridão de raizes, podridão negra 

Pleospora orchidearum - mancha fungica

Pseudocercospora spp.

Puccinia cypripedii

Pythium splendens - podridão de folhas e brotos.

Pythium ultimum - podridão negra, podridão de folhas, podridão parda;

Rhizoctonia solani - podridão de raíes e pseudobulbos  

Schizothyrium perexiguum - pequena mancha parecendo excremento de inseto.  

Schizothyrium pomi - pequena mancha parecendo excremento de inseto.

Sclerotinia fuckeliana - ferrugem nas petalas

Sclerotium orchidearum - podridão basal, de folhas e pseudobulbos.

Sclerotium rolfsii - ferrugem;

Septoria selenophomoides - manchas de folhas até queda dos pseudobulbos 

Sphenospora kevorkianii - ferrugem 

Sphenospora mera -  ferrugem

Sphenospora saphena - ferrugem

Stibella bulbicola

Tubercularia cattleyicola - ferrugem

Uredo behnickiana - ferrugem

Uredo epidendri - ferrugem

Uredo guacae - ferrugem

Uredo nigropuncta - ferrugem

Volutella albido-pila - tombamento de pseudobulbos;

Volutella Concentrica - manchas nas folhas 

Volutella pachysandra - ferrugem. 

Zythia nepenthis

 

 
 

Podridão Negra (Pythium ultimum e Phytophthora cactorum)

 

     Um dos maiores pesadelos de todo colecionador. Uma das mais rapidas e devastadoras apresentações de fungos patógenos nas orquídeas. Em condições ideais a velocidade de propagação é tamanha que pode apodrecer um seedling em menos de 24h após o aparecimento dos primeiros sinais.  Estamos falando então de uma doença que exige sempre intervenção urgente. 

     Os causadores da podridão negra são dois fungos: Pythium ultimum e Phytophthora cactorum, que podem agir isoladamente ou em conjunto.

       São fungos dependentes da água. Os esporos nadam através da água, como água empossada na folha, para então penetrar nos tecidos da orquídea. Uma vez que penetra nos tecidos, causa apodrecimento , gerando macnhas negras e aquosas. O líquido que sai quando se aperta é altamente contaminate. 

       A germinação dos esporos ocorrem entre 4,5 e 35C, otimizado entre 16 e 25C. O ataque pode iniciar em qualquer parte da planta, mas preferencialmente na linha do solo e partes jovens (brotos) e evoluir para a planta toda até atingir as raízes. 

        Alguns pontos devem ser levados em conta para prevenção. Nunca use vasos não esterelizados; mantenha os vasos a uma distancia de pelo menos um metro do chão para evitar respingos de água do chão; Não deixe as folhas das suas orquídeas ficarem molhadas por muito tempo e, principalmente, garanta muita ventilação para as suas planta. 

        Caso a contaminaçao aconteça, a planta deve ser imediatamente separada das demais para evitar o contágio.   Fertilizantes com altas concentrações de cálcio podem ajudar na prevenção em brotos novos. 

       Corte as partes afetadas com uma margem de segurança de tecido saudável. Após cortar, certifique-se de que não existem sinais de que a lesão ja esta avançando na parte do tecido que ficou (normalmente estrias acastanhadas). Depois coloque a planta em lugar seco e ventilado. Deixe a planta secar. No entanto, se a planta for de valor menor e facilmente substituível, talvez deva pensar em eliminar a planta completa com vaso e tudo. 

       O controle químico com fungicidas sistêmicos pode ser necessário no caso de ataques severos.  Pulverização  com solução de Bordeaus a 1% ou 0.2% de oxicloreto de cobre ou Fosfato de potássio a 0.4% .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fusariose (Fusarium Oxysporum, Fusarium solani)

 

     Este é um fungo de solo que entra pela sistema vascular e se alastra pelo xilema, onde se fixa, popularmente  conhecido como "canela Seca". É um fungo de difícl controle caraterizado pela destruição do sistema vascular.  Outra forma de contágio muito comum em cultivo é por danos no rizoma, como quando se faz cortes para propagação de mudas.  Seu desenvolvimento é ideal entre as temperaturas de 25 a 30C, justamente a melhor temperatura para o desenvolvimento de orquideas do genero Cattleya, por exemplo. 

         Os sintomas começam nas raízes e avançam em direção as folhas, caraterizando por tornar a folhas facilmente destacáveis.  O rizoma adquire uma coloração avermelhada e, quando cortado, é bem vizualizado um anel purpura-catanho devido ao acumulo de toxinas produzidas pelo fungo. (fotos)

       Os simtomas são mais visíveis nas partes velhas da orquídea, mas como o tempo as partes jovens cabam sendo efetadas. É conhecido por ser um fungo de evolução lenta, já que, dependendo da saúde da planta, pode levar muitos meses até que leve a morte. Isso faz com que esse fungo seja muitas vezes menosprezado entre os coelcionadores, um grave erro. Ainda assim, deve-se levar em consideração que ele pode matar uma orquidea em prazo de apenas um mes.

         Não costuma gerar sintomas em folhas; Nas raízes, a infecção inicia com uma macha castanha que evolui para uma podridão seca, formando áreas de constrição como se fosse um pescoço. 

       As folhas costumam adquirir uma coloração

 

avermelhada, é uma clorose que terminará com a queda da folha. Pode afetar também as flores, fazendo aparecer pontos necróticos secos também no pedunculo floral, fazendo a flora cair prematuramente. 

       O controle pode ser difícil porque a doença costuma ser descoverta tarde

 

demais, quando outros tipos de parasitas atacam a planta devido a lesão por fusariose, sendo muitas vezes recomdada a destruição para evitar a propagação para outras plantas.  Defensivos químicos sáo pouco eficientes, sendo a principal recomendação a associação de Cyprodinil + Fludioxonil.  Carbendazim, Thiophanat-methyl e Prochloraz não são sufientes o suficiente e causam dimunuição do crescimento da orquídea. 

       Duas a tres pulverizações com 0.20%  de Carbendazim ou 0.20% Thiophanate methyl com um intervalo de 15 dias  A mistura de Carbendazim e Mancozeb a 0.20% também é efetiva.

 
 

Rhizoctoniose (Rhizoctonia solani)

 

     Este também é um fungo de solo, isso quer dizer que ele vem do substrato parar atacar a planta. Desta forma, já cabe deixar claro que a maior forma de contagio é justamente o uso de substrato de má qualidade, contaminado por esporos desse fungo.  Substrato que tem contato com solo é um forte cadidato a disseminar a doença. É uma espécie complexa composta por várias estirpes, sendo que nem todas causam doenças, fazendo parte do Michorryza no solo. 

       A doença começa abaixo da linha do solo (raízes), mas pode se desenvolver em direção das partes aéreas. Desenvolve-se entre as temperaturas de 12 a 35C  com auge entre 20 e 30C. Ao contrário do Pythium e Phytophthora, o Rhizoctonia não necessita de alta umidade do solo para infectar a planta.  O Rhizoctonia também não forma esporos, apenas um denso micélio sobre a matéria orgânica. 

      Manchas marrons podem ser vistas em raizes caules e folhas. Em ambienstes de alta umidade, as lesões crescem rapidamente sendo o micélio claramente vísível a olho nu. Quando atingem a folha, a podridão normalmente aparece na base da folha, o que causa a sua queda na sequencia. Ainda, em plantas mais velhas, muitas vezes não se observam sintomas claros, sendo apenas o crescimento atrapalhado. 

       Por fim, os simtomas são muito semelhantes ao causados pelo Fusarium oxysporus, com a diferenciação de que no caso do Fusarium aparece o típico anel avermelhado no rizoma.  

Anthracnose

(Colletotrichum gleosporieoides,  Glomerella cingulata)

 

         Do grego Anthrax = negro como carbono e Nosos = doença.

        Trata-se de um grupo amplo e muito comum de fungos que atacam a parte aérea das orquídeas, especialmente as folhas.  Podem iniciar o ataque a partir da ponta das folhas evoluindo na direção das bases (Colletotrichum) ou em qualquer ponto da folha (Glomerella).

       A coloração das manchas vão do marron ao cinza, mas a principal característica é a formação de anéis ou formas geoométricas na parte afetada claramente definida enquanto o restante da folha permanece aparentemente normal. Com ajuda de uma lente de aumento podem ser vistas formação de esporos sobre a área afetada. 

No caso da área afetada ser nas flores, ocorrre a formação de pustulas escuras, levemente elevadas na parte de baixo de sepalas e petalas, podendo evoluir para a flor inteira. 

 

      Seu aparecimento esta relacionado com alta umidade, sendo que o contágio normalmente se dá através de respingos de água. 

    Para o controle é indicado cortar as partes afetadas e o uso de fungicidas a base de tiofanato metil como preventivo. 

         Em caso de controle severo, fungicidas a base de Azoxystrobina, Difeconazol e Bitertanol costumam ser efetivos. 

         

 

Podridão bacteriana

(Erwinia Carotovora, Erwinia cypripedii, Acidovorax avenae)

 

     Bactérias são seres unicelulares que se movimentam através da água. Isso já aponta uma grande dependencia desta água para que possa seguir o seu ciclo de vida e reprodução, apontando a principal causa dos problemas bacterianos nas orquídeas: o excesso de unidade.

        São necessários apenas alguns minutos de suapresença em água, especialmente na presença de calor, para que uma bactéria já começe a se dividir, formando novos indivíduos. Desta forma, em poucos minutos, uma vira duas, que se dividem novamente em 4, depois 8 , 16, 32, 64... e rapidamente já tomaram conta de sua orquídea.  

 

      A temperatura ótima para o desenvolvimento das doenças bacterianas é de 25 a 30 graus. 

        Importante ter em mente que uma bactéria não é capaz de gerar infecção na orquídea. Para que haja infestação é necessário que exista uma lesão que permita a entrada da bactéria na planta. Esta leão pode er gerado tanto pelo manuseio( tesouras, facas..) aranhões ou mesmo picadas de insetos. 

       A lesão causada pelas bactérias Acidovorax  e Erwinia são fisicamente diferentes. 

         

      As lesões causadas por bactérias do genero Erwinia iniciam como pontos amarelos sobre a folhas, iniciando normalmente na base da folha, avança por toda folha transformando-a em uma massa podre. Uma espécie de lodo se forma.  Erwinia tem potencial para atacar praticamente todas as espécies de orquideas. 

        Já a Acidovorax prefere Phalaenopsis e Cattleya. Inicialmente a lesão se aparesenta como um pequeno ponto preto. Se a folha for visualizada contra a luz é possível ver uma circulo amarelo ao redor do ponto preto. Os pequenos pontos se ligam em uma massa uniforme, causando o colapso do tecido da planta. Acidovorax pode infectar flores.  Erwinia é mais comun no inverno e Acidovorax no verão.

        Na prática, várias bacterias podem estar causando a lesão ao mesmo tempo, sendo que a definição exata da bacteria causadora somente pode ser identicada através de exames

 A, B - superfície de folha infectada; C- parte de baixo de folha infectada.

D e E - escurecimento/lesão antiga; F - lesão no bulbo; G - lesões paralisadas por fungicida; H - imagem microscópica da bacteria; I - lesão casa por inoculação artificial. 

microbiológicos

        O controle de doenças bacterianas é muito dificil, sendo o melhor caminho sempre procurar gerar melhores condições de cultivo.  Preste muita atenção com umidade excessiva, falta de luminosidade e falta de ventilação. Evite lesões, pois são elas que são a porta de entrada para as bactérias.  Se voce observar alguma planta afetada ela deve ser imediatamente retirada do orquidário e destruída.  Cortar apenas as folhas afetadas normalmente apenas retarda a situação e ainda abre a possibilidade de mais plantas serem infectadas. No caso de alguma planta ser infectada em coletivo, o ideal é destruir o coletivo inteiro.  Todo tipo de estresse favorece o aparecimente de doenças, procure manter a cultura o mais regular possivel. Adubação com excesso de nitrogenio também favorece o ataque por bacterias e mesmo fungos. A higiene no cultivo deve se prioritária, inclusive com a constante desinfecção de todas as ferramentas. 

          Poucas são as opções de controle químico, sendo que produtos a base de agrimicina e kasugamicina indicados. 

 

 

Summa Phytopathol., Botucatu, v. 40, n. 3, p. 290, 2014

Australasian Plant Disease Notes, 2009, 4, 65 - 66

Ferrugem

(Uredo behnickiana, Uredo nigropuncta, Sphenospora kevorkianii, Puccinia sessili)

 

    O nome Ferrugem vem da aparencia das pustulas formadas por estas classes de fungos nas folhas, assemelando-se a ferrugem decorrente da oxidação do ferro. 

        Sphenospora kevorkianii  é a espécie mais comumente encontrada nas orquídeas.   

  Uredo behnickiana apresenta manchas amarelo alaranjadas na face inferior da folha. As manchas jovens são pequenas, mas aumentam rapidamente em padrão circular, podendo ocupar a face inteira da folha. No lado de cima, imediatamente oposto à mancha aparecem manchas de clorose amarelo claro.

        Já na infestação por Uredo guacae, inicialmente aparecem também pequenas manchas laranjadas que, na medida que envelhecem ficam pretas. Por vezes o desenvolvimente é concentrico com a lesão aparentando um alvo.  Na face superior aparecem áreas de ruptura pretas e alaranjadas. 

Australasian Plant Disease Notes, 2009, 4, 62–63

       A infestação por Hemileia Oncidii também inicia com pequenas pustulas amareladas que, na medida que a doença avança vão se tornando marrons enquanto as margens, em crescimento, continuam amareladas.

        Uma vez identificados os sintomas, o melor a fazer é cortar a folha afetada e queimar. Pulverização com produtos a base de cobre são eficientes, mas tome cuidado com a fitotixidade. 

 

Cercosporiose

(Cercospora Sp. )

 

       A infecção por cercospora quase sempre se inicia na face inferior das folhas, já que o fungo costuma penetrar pelo estomato;  10 a 20 dias após a infecção a lesão aparece como um ponto amarelado. Em poucos dias a lesão avança e passará a ser visualizada também na parte de cima das folhas. Os pontos aumentam de tamanho irregularmente, ficando a região levemente afundadas e necroticas, assumindo uma coloração acastanhada. O avanço da infecção pode evoluir para a folha toda. A margem da lesão em crescimente se mantem amarelada. A queda da folha pode ser bastante prematura.  Fungicidas a base de cobre, Captan, azoxystrobina, pyraclostrobina e thiophanato-methyl costumam controlar a infeccão; 

 

Guignardia

(Phyllosticta capitalensis )

 

       Os nomes Pyllosticta e Guignardia são nomes que se aplicam a dois estágios de maturação sexual do mesmo fungo. 

       Os primeiros sinais do ataque são pequenas manchas aroxeadas, alongadas que aparecem nos dois lados da folha. As lesões costumam seguir a nervuras da folha, alongadas ou em forma de diamante.  Por vezes as lesões se fundem, gerando grandes lesões irregulares. Com o envelhecimento, o centro da lesão aparenta queimado; ao tato, aparenta uma lixa. 

         Uma vez contaminada, é praticamente impossível eliminar o fungo da planta. Embora Phyllosticta não mate uma orquídea, pode enfraquecer a planta para o ponto onde ela facilmente cai presa de outras pragas ou doenças.

        Na presença de umidade, dois tipos de esporos do fungo germinam: conídios e ascósporos. Os Conídios são transportados pela água, inclusive pelos respingos, Já os ascóporos são facilmente espalhados pelo ar. 

O desenvolvimento do fungo é bastante dificultado em ambientes de alta luminosidade e secos. 

 

Sclerotium

(Sclerotium rolfii. )

 

       A lesão por Sclerotium rolfii ocorre na base das folhas como uma mancha marron. Como essa lesão casa necrose local, acaba interrompendo a circulação para todo o restante da folha, causando a murcha desta.  Como na maioria dos ataques por fungos, ao redor da região necrosada (marrom) existe uma área amarelada, que é a parte onde o fungo ainda esta em crescimento. 

        O desenvolvimento deste fungo esta relacionado com o uso de substratos orgânicos, temperatura e umidades elevadas. 

          É um fungo que vive no solo (onde pode ficar dormente por muitos anos) e não formam esporos, muito parecido com Rizhoctonia. Necesita de altas temperaturas para se desenvolver (ideal entre 27 e 30 graus). Necessita de muito oxigenio para se desenvolver, por isso a infestação inicia na parte acima do substrato e as raízesdentro do substrato não são afetadas. 

 

Manchas nas flores

(Botrytis cinerea)

 

       Também conhecida como mofo cinzento, talvez uma das doenças mais frustantes para o orquidófilo: após um ano de mujito cuidado, ele pode arruinar a flor em poucos dias.  Curiosamente não causam maiores problemas na parte vegetativa da orquídea, atacando somente flores. 

            Para a sua propagação, requer clima umido e frio, sendo os seus esporos facilmente transportados pelo vento e pela água.  

             Flores podem ser pulverizadas a cada duas semanas com fungicidas a base de chlorothalonil. A parte vegetativa (não flores) podem ser preventivamente pulverizadas com produtos a base de quaternario de amonio.